sexta-feira, 24 de abril de 2009

Barragem da Foz do Dão

Barragem da Aguieira!
Porque não BARRAGEM DA FOZ DO DÃO?


Parece-nos da mais elementar justiça perpectuar o nome da bonita aldeia que submergiu nas aguas da barragem. Lembramos que esta aldeia era conhecida, com toda a propriedade, como a sala de visitas de Santa Comba Dão.

No entanto, por razões completamente desconhecidas, o seu nome não foi considerado para identificar a barragem

Como sabemos a barragem é identificada pelo nome da povoação da Aguieira que muito pouco tem a ver com o empreendimento

Se o nome da barragem tivesse a ver com a sua implantação ter-se-ia que chamar “Barragem de Vale de Cai Água”, pois é exacatamente neste local onde se encontra erigida. Os terrenos da sua implantação na margem esquerda do Mondego pertenciam às gentes da FOZ DO DÂO

Há muitas decadas atras estavam previstos para o rio Mondego, os aproveitamentos hidroeléctricos a seguir indicados:
- Asse-Dasse, Vila Soeiro, Girabolhos, Ervedal e Foz do Dão

Apesar de, segundo a previsão, a construção dos mesmos ser pela ordem indicada, lamentávelmente, o único concretizado foi o da FOZ DO DÃO, os outros, continuam por realizar. Foi tão esquecida aquela aldeia “Martir” que até o nome constante daquela previsão se perdeu e nem sequer serviu para identificar a barragem.

Mas como não vale a pena “chorar sobre o leite derramado” pois só na canção é que o tempo volta para tras, temos que tentar fazer algo para que a FOZ DO DÃO se perpetue no tempo, isto é, dando o seu nome à barragem

Para que tal possa ser possivel o Senhor Dr. Alcidio Mateus Ferreira, ilustre Advogado de Coimbra e natural da Foz do Dão, promoveu um abaixo-assinado solicitando a alteração do nome para BARRAGEM DA FOZ DO DÃO.

Assim, encontra-se neste momento na web uma petição a fim de ser assinada com vista a que possamos atingir aquele objectivo.

O seu endereço é:
http://www.peticao.com.pt/barragem-da-foz-do-dao

Também, na página do Município de Santa Comba Dão já se encontra um link para a petição, demonstrando claramente o interesse dos Responsáveis Concelhios por esta tão simples e nobre causa.

Queremos deixar aqui um apelo a todos para que ajudem a FOZ DO DÃO a ter o seu nome como identificação da barragem que a submergiu.
A petição já foi noticia em vários orgãos de comunicação social, inclusive em nacionais:

terça-feira, 30 de setembro de 2008

E tudo acabou em 1981

E num dia, lentamente a água começou a apoderar-se da antiga aldeia, para não mais a deixar.

Vista do "alto de Travanca"

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Os rios, água e a vida na aldeia

A Ponte e o Monumento:

A Ponte


-Monumento da Ponte Salazar-

A Vida no Rio:

- A lavar a roupa no Regato da Fonte de Chafurdo-



-grupo de rapazes da Foz do Dão, depois do banho no Rio Mondego-



As Cheias do "Basófias" e do Rio Dão:



A Foz do Dão tinha grande manancial de àgua. Se outro não houvesse, bastavam os dois rios que banhavam a aldeia.

A água para uso doméstico provinha de uma fonte de chafurdo que ficava no meio do areal do rio Mondego. Água boa! No Verão, fresca como que saída de um frigorifico. de Inverno, tépida.

Sempre que havia enchente a fonte ficava submersa mas, a mãe natureza, não nos deixava sem água de boa qualidade, pois, logo que a fonte submergia, brotava uma bica na barreira do encontro do lado esquerdo da ponte.

Na decada de 60, a Autarquia, mandou abrir um poço e instalou ali uma bomba manual.

No entanto, e apesar deste poço se encontrar relativamente mais próximo das casas, a fonte, desde que disponivel, continuou a abastecer a aldeia.

Havia muitas outras bicas nas encostas e vales da terra que permitiam saciar a sede, mas, quando ela apertava e a bica ficava longe, havia sempre o recurso ao rio.

Dada a temperatura da sua água, as mulheres da aldeia, no Inverno, lavavam as roupas no regato da fonte.

Nas outras estações a lavandaria era instalada em qualquer parte dos rios.

No Verão, as pessoas das aldeias contíguas, especialmente de Travanca do Mondego, vinham à Foz do Dão lavar as suas roupas.

Também os moradores do Chamadouro, na mesma estação, vinham à aldeia encher as suas dornas.

É muito bom morar na próximidade da água. Tão bom, que o poeta um dia escreveu:
“É UM REGALO NA VIDA
À BEIRA DE ÁGUA MORAR
QUEM TEM SEDE VAI BEBER
QUEM TEM CALMA VAI NADAR”
Antes do desaparecimento da nossa terra, nós, pedindo desculpas ao poeta, poderiamos acrescentar:
“QUEM TEM FOME VAI PESCAR”